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28.07.2010SOJA - MERCADO INTERNO - Mercado da soja travado
SOJA - MERCADO INTERNO - Mercado da soja travado
Insatisfação dos produtores com os preços e baixa de Chicago contribuíram para a calmaria no mercado da oleaginosa.
O mercado da soja fechou a terça-feira (27) com pouquíssimas negociações. Os produtores seguraram suas mercadorias com a expectativa de uma melhora no preço do comprador. Outro fator que fez com que os negócios travassem foi a baixa na bolsa de Chicago, ocorrida na tarde de ontem (26). Em algumas praças brasileiras os preços recuaram, e com isso os produtores das regiões se negaram a negociar. Em Minas Gerais as indicações sofreram queda de até R$ 1,50 no disponível. Em algumas regiões do Rio Grande do Sul a desvalorização não passou dos R$ 0,50. Já em Mato Grosso, houve ligeira alta no preço do grão.
No estado paranaense, os vendedores recuaram devido à baixa no mercado da soja e poucas alterações foram vistas nos preços de quase todas as praças do estado. No porto de Paranaguá, o mercado esteve calmo e com indicação de R$ 42,00 no disponível, alguns lotes chegaram a sair por volta de R$ 41,80 e R$ 42,20. Em Maringá, pequenos lotes saíram a R$ 38,00 no disponível. Para Ponta Grossa a indicação ficou em R$ 39,50. Em Cascavel, no oeste do estado, a saca da soja estava sendo negociada a R$ 38,00 para o comprador e o vendedor pedia de R$ 39,00 a R$ 39,30. Em Campo Mourão o valor nominal foi de R$ 37,50.
No Rio Grande do Sul, os negócios foram parados, com preços em baixa. Os produtores do mercado gaúcho seguram a mercadoria com a expectativa de melhores preços para os próximos dias. No porto de Rio Grande a indicação para o comprador foi de R$ 42,50. Para Cruz Alta, foram vistos preços em torno de R$ 39,80. Em Passo Fundo a saca da oleaginosa foi cotada a R$ 39,50 e em Missões o melhor preço do dia também foi de R$ 39,50. Planalto Central fechou a tarde com o valor de R$ 39,50 para o comprador.
Em São Paulo, poucos negócios foram vistos e os produtores esperam a melhora dos preços para vender o produto. No porto de Santos as indicações se mantiveram em R$ 43,00. Em Rancharia, Orlândia e Ourinhos o preço da saca da soja tributada ficou entre R$ 38,00 e R$ 38,50 CIF e a soja diferida foi cotada a R$ 40,00.
Em Mato Grosso, o dia foi de ligeiras altas em algumas regiões do estado e pouco movimento no mercado. Em Sapezal, o preço ficou na casa dos R$ 34,00, no disponível. Em Lucas do Rio Verde, indicações de R$ 32,80 no mercado spot e US$ 15,50 para entrega em fevereiro de 2011. Em Sorriso, compradores ofertaram R$ 32,50, para entrega imediata. Em Primavera do Leste, falou-se em R$ 35,50, também no mercado spot.
No Mato Grosso do Sul a procura por grão disponível manteve os preços firmes. Em Campo Grande, a saca era cotada a R$ 35,70. Em São Gabriel do Oeste e Chapadão do Sul, os preços fora de até R$ 35,50. Em Dourados, preços em torno dos R$ 35,50. Na região de Caarapó, teve negócio reportado no mercado tributado a R$ 37,40 no disponível.
Em Goiás a terça-feira foi de preços firmes, mas sem negócios reportados. Em Itumbiara, preços de até R$ 33,00 livres de impostos, no balcão, para o grão gmo-free, e R$ 31,50 para março de 2011. Em Rio Verde, preços ao redor dos R$ 35,50 no disponível. Em Jataí, preços na casa dos R$ 36,00 para o disponível. Em Brasília, cotações na casa dos R$ 37,00
Em Minas Gerais, o mercado da soja ficou travado para muitas praças nesta terça-feira. Alguns vendedores relataram que somente farão negócios na casa dos R$ 40,00. Os compradores abasteceram as ofertas recebidas e jogou os preços para baixo para tentar realizar lucros maiores. Em Uberlândia a saca foi cotada a R$ 38,00 bruto. Outros preços entre R$ 36,50 e R$ 37,00 também foram vistos na região. Em Uberaba houve uma desvalorização da soja, que fechou o dia em torno de R$ 37,50, preços mais baixo também foram vistos na praça. Em Unaí as negociações estiveram calmas e com valores em R$ 37,00 e sem preços para o futro.
Na Bahia, em Luiz Eduardo Magalhães, o mercado esteve parado para nesta tarde devido a baixa de Chicago. O preço da saca no disponível continuou em R$ 35,50 e para 31 de maio de 2011 as indicações foram de US$ 18,00. No Maranhão, em Balsas, as negociações ficaram travadas pois, segundo relatos, nenhuma notícia relevante que justificasse a queda no mercado foi vista. Sendo assim os produtores seguraram as mercadorias e só houve negócios de fixação e liquidação de contratos.
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