Notícias
28.07.2010Clima favorável neutraliza reação da soja em Chicago
Clima favorável neutraliza reação da soja em Chicago
Depois de tempestades, Meio-Oeste dos EUA deve ter período de tempo seco e temperaturas dentro da normalidade. Volta das chuvas ao Delta pressiona posições próximas. Leia mais sobre a sessão desta terça-feira (27) na Bolsa de Chicago na análise de Heitor Hayashi.
No final do pregão de ontem (26), quando a soja fechou com queda de dois dígitos, Daniele Siqueira visitava lavouras na região central de Iowa. Pelo celular, o agricultor que acompanhava a analista da AgRural conferia as cotações da soja em Chicago, rodeado por plantas em pleno desenvolvimento, debaixo de um céu azul depois de uma rodada de chuvas que não provocou estragos significativos.
Na sessão desta terça-feira (27), além do tempo favorável no miolo do Meio-Oeste, o retorno das chuvas às lavouras do Delta entrou na lista dos fatores que têm pressionado as cotações da oleaginosa. Segundo analistas, esse cenário favorável neutraliza o fato de o mercado estar muito vendido, e também faz os traders deixarem de lado as incertezas do longo caminho que a nova safra dos EUA tem pela frente, reforçadas com a perspectiva de La Niña.
Se a previsão climática para esta semana for confirmada, tudo indica que agosto, mês em que o potencial produtivo das plantas é definido, deve começar com chuvas e temperaturas ideais nos principais setores que produzem a oleaginosa. Até sábado (31), estão previstas pancadas somente em pontos isolados e, com relação às temperaturas, apesar de os EUA estarem no período mais quente do ano, as máximas devem seguir próximas do normal.
Apesar da pressão baixista do clima, o contrato ago/10 conseguiu trabalhar por algum tempo novamente na casa de US$ 10 por bushel, apoiado pelo avanço do petróleo, que durante o dia teve o contrato set/10 (Nymex) cotado na faixa de US$ 79 por barril. No final, contaminados pelo mau humor gerado com anúncio de mais um recuo na confiança do consumidor nos EUA, o contrato de primeira posição da soja terminou em baixa e o petróleo voltava a ser negociado a US$ 77.
A referência para a nova safra dos EUA, o contrato nov/10, terminou o pregão com queda de 0,5 ponto, cotado a US$ 9,655, depois de bater na mínima de US$ 9,6225 e na máxima de US$ 9,7325. O farelo de soja, que ontem também terminou com forte baixa, conseguiu corrigir parte do prejuízo do início da semana.
Você que acompanha a AgRural terá o privilégio de receber informações exclusivas diretamente das principais lavouras do Meio-Oeste. Daniele Siqueira fica por lá até a metade de agosto, nos mantendo atualizados sobre o desenvolvimento da nova safra. Depois disso, Fernando Muraro Jr. leva produtores brasileiros para conhecer as lavouras do país que em 2009 produziu 91 milhões de toneladas de soja e mais de 330 milhões de toneladas de milho. Aproveite!
Outras notícias
03.09.2010 - Fechamento Chicago
01.09.2010 - Fechamento Chicago
24.08.2010 - ANÁLISE - Soja fica em cima do muro com safra ainda incerta nos EUA
24.08.2010 - Soja - Mercado Interno - Produtores se afastam do mercado interno da soja
24.08.2010 - AGROQUÍMICOS - Brasil deve se tornar principal mercado em dois anos
23.08.2010 - Análise - Pressionada pela safra dos EUA, soja cai pelo terceiro dia consecutivo
23.08.2010 - Soja - Mercado Interno - Poucos negócios fechados no mercado de lotes
23.08.2010 - MILHO - Mercado Interno - Mercado retraído em quase todas as regiões do país
23.08.2010 - Oferta - Safra de trigo do Canadá fica acima das estimativas do mercado
