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27.07.2010Soja cai com força na ausência de ameaças climáticas nos EUA

Soja cai com força na ausência de ameaças climáticas nos EUA

Soja cai com força na ausência de ameaças climáticas nos EUA
Chuvas do fim de semana e previsão de temperaturas moderadas para o começo de agosto pressionam cotações da oleaginosa. Leia mais sobre a sessão desta segunda-feira (26) na Bolsa de Chicago na análise de Robson Silva Campos.


Como alertou o analista de mercado da AgRural, Fernando Muraro Jr., a volatilidade vai ser a marca dos negócios com soja na Bolsa de Chicago nos próximos dias. Bastou uma chuva generosa no fim de semana no Meio-Oeste norte-americano e a previsão de temperaturas bem comportadas no início de agosto para os contratos futuros da oleaginosa caírem pelas tabelas no pregão desta segunda-feira.
A queda, aliás, foi considerável. O contrato agosto/10 recuou 18,75 pontos e parou na cotação de US$ US$ 9,9825. O novembro/10 da safra norte-americana, por sua vez, fechou cotado a US$ 9,66, em baixa de 15,50 pontos. Já o maio/11 da próxima temporada brasileira terminou o dia em US$ 9,8175 depois de perder 12 pontos.
Às portas da fase decisiva para a definição do rendimento médio das lavouras norte-americanas de soja, os principais institutos de meteorologia dos EUA fizeram os traders de Chicago repensarem os prêmios que adicionaram às cotações do grão durante as duas primeiras semanas de julho. Segundo os mapas de previsão mais atualizados, as chuvas sobre o Meio-Oeste não devem ser das mais generosas no início do mês do cachorro louco, mas as temperaturas também não subirão o suficiente para ameaçar a fase de enchimento de grãos das lavouras de soja do país. Ou seja, nada de problemas no horizonte dos produtores norte-americanos.
As chuvas do fim de semana também ajudaram a esfriar os ânimos em Chicago. Os mapas de monitoramento mostram que as precipitações caíram em bons volumes, inclusive em algumas das áreas mais necessitadas dos estados de Ohio, Indiana e Illinois, na porção leste do cinturão de produção norte-americano. No geral, os acumulados variaram de 16 mm a 64 mm nessas áreas. No outro lado do Corn Belt, alguns pontos de Iowa registraram chuvas de até 250 mm. No frigir dos ovos, o mercado da oleaginosa ficou com a sensação de que, num cenário de temperaturas bem comportadas, as lavouras de soja terão muita umidade para passar pelo momento mais delicado da sua fase de desenvolvimento.
O impacto dos mapas climáticos foi tão grande que até a notícia da venda de mais 220 mil toneladas de soja para a China - com entrega no próximo ano comercial - passou em brancas nuvens. O mesmo destino tiveram os mercados externos, que até poderiam ter ajudado a oleaginosa em função das altas nas bolsas de valores, do pequeno avanço do petróleo e da baixa do dólar frente ao euro.
Tecnicamente, o novembro/10 perdeu fôlego com as baixas de hoje. A principal resistência, representada pelo gap de US$ 9,95 a US$ 10, ficou um pouco mais longe. O suporte psicológico de US$ 9,50, por sua vez, agora está mais perto.

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